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INFORMAÇÃO SUMÁRIA
 
 
Padroeiro: S. Mamede.
Habitantes: 436 habitantes (I.N.E.2011) e 476 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais: Agricultura e pecuária, transformação de madeira, indústria têxtil, panificação e pequeno comércio.
Tradições festivas:S. Mamede, S. Brás e Nossa Senhora de Fátima (17 de Agosto).
Valores patrimoniais e aspectos turísticos:Igreja paroquial, cruzeiro, Ponte de Anhel e Quinta do Vasco.
Artesanato: Cestaria e olaria.
Colectividades: Grupo Folclórico Danças e Cantares do Neiva - Sandiães".
 
 
 
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
 
 
Situada na margem direita do rio Neiva, a Freguesia de Sandiães dista cerca de dezasseis quilómetros, a Sul, da sede do concelho de Ponte de Lima ao qual pertence. Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte, a Freguesia de Gaifar, a Freguesia de Freixo e a Freguesia de Ardegão. A Sul, a Freguesia de Alheiras e a Freguesia de Igreja Nova. A Nascente, a Freguesia de Vilar das Almas e a Poente a Freguesia de Panque. Vale a pena referir que as freguesias de Panque, Igreja Nova e Alheiras, são pertencentes ao concelho de Barcelos.
 
Os lugares principais são: Assento, Barranca, Carreira, Cruzeiro, Ermemil, Gaelas, Longra, Outeiro da Ribeira, Ponte do Anhel, Proence, Rua Direita, Soutelo.
 
 
RESENHA HISTÓRICA
 
 
A toponímia antroponímica desta freguesia, cuja criação é anterior, talvez muito, ao século XIII, revela uma considerável antiguidade de povoamento do seu território, mesmo não considerando as lições da sua arqueologia pré-histórica.
 
Entre os mais e os menos antigos nomes de lugares da freguesia, quatro, pelo menos, têm origem em nomes pessoais de raiz germânica, mostrando a existência mais que milenária de propriedades rústicas e revelando os nomes dos seus possessores medievais. São os casos do topónimo principal (e principal porque nele se edificou antes do século XII a igreja de São Mamede, que veio a ser a paroquial), Sandiães (de Sindinus), Irmensil (de Ermensilus), Aljariz (de Argericus) e Gados (de Cattus).
 
Nos meados do século XIII, Sandiães, que era das mais antigas freguesias na terra ou julgado medieval de Penela, compunha-se de prédios reguengos avulsos (poucos) e de herdades afossadeiras que revelavam uma situação da classe popular local relativamente próspera. As fossadeiras eram pagas pelo S. Miguel com certa variedade, desde meia vara até várias e vários côvados de bragal (e até uma paga apenas uma teiga de milho "pela de Barcelos", isto é, pelas medidas desta localidade, e outra apenas um dinheiro).
 
De resto, havia os encargos gerais de uma freguesia por esses tempos: peitar a voz e a coima (casos crimes), ir na anúduva (serviço no castelo de Penela ou outros), "vida" ao mordomo "senhas vezes em cada mês", dois Ovos pela Páscoa e "senhos frângãos" adiante do S. João - por casal ou herdade, certamente. Também era costume dar-se ao Castelo de Penela um ovo (por casal e por mês) ou o valor dele.
 
Na primeira metade do século XIII, comprou aqui uma herdade foreira o filho de algo D. Martim Peres "Zota", irmão do rico-homem D. João Peres "Redondo", o qual, claro está, a honrava. Então, a Coroa não possuía o padroado da igreja de S. Mamede.
 
Em 1220 pagava toda a freguesia de fossadeira onze côvados de bragal e um dinheiro; dava a "vida" ao mordomo de Penela e ao casteleiro deste castelo, uma vez por mês e qual houver, não sendo, pois, obrigados os habitantes a fazer refeições especiais; e, nessa data, a igreja local possuía na freguesia searas e "quebradas", e a Ordem do Hospital tinha sete casais (além de partes de um em Argeriz) e quatro bragais de renda.
 
O livro "Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo" diz que: «As Inquirições afonsinas de 1220 e 1258 referem-na na terra de Penela, sob a designação de "Sancti Mamete de Sindianes". È designada freguesia nas Inquirições de D. Dinis e, em 1320, na taxação das igrejas, benefícios e mosteiros, aparece na Terra de Aguiar de Neiva, com 45 libras. o censual de D. Jore da Costa (1489-1493) regista que o rendimento desta igreja em dinheiro (com orturas) ascendia a 619 réis e 4 pretos. Américo Costa descreve esta freguesia, outrora pertencente ao concelho e Albergaria de Penela, como abadia da apresentação da Mitra».
 
 
 
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
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